Educação e economia para um mundo sustentável (Ir.Rejane Maria Grigoletto)
 
É fato que o planeta passa por uma grave crise, e esta se reflete de maneira mais intensa, ou “visível”, no meio ambiente. Digo mais “visível” porque estamos envolvidos a tal ponto na sociedade consumista que achamos normal que alguém gaste mais de mil reais para adquirir uma calça de grife enquanto ao nosso redor milhares de crianças, adultos e idosos, não tem o que comer, o que vestir e onde morar. Passa despercebido para muitas pessoas a desigualdade social que deixa à margem milhares de pessoas, estas que são excluídas até mesmo dos direitos básicos.
Os problemas ambientais discutidos estão intimamente ligados com os problemas sociais, com a desigualdade nos padrões de vida e de bem estar humanos. Problemas que incluem desequilíbrio no consumo de recurso, a fome - por vezes em escala continental – o desemprego, o fracasso do mundo na solução da fome e desnutrição. O causador do desequilíbrio social e ambiental é o próprio ser humano que na ganância de ter explora de maneira desenfreada a natureza e o próprio semelhante.
Mais do que nunca a educação precisa assumir o seu papel de educar para valores. No coração de um mundo sustentável encontra-se a questão de como nos relacionamos com a natureza e com o ser humano. Valores que vivemos, escolha que fazemos e atitudes que assumimos estão diretamente ligadas com a sustentabilidade ou não de nosso mundo. A educação precisa estar na vanguarda: propondo, discutindo, informando e formando cidadãos conscientes do compromisso com vida de qualidade para todos, “que todos tenham vida e vida em abundância”.
É papel da educação formar cidadãos que assumam os valores humanos e cristãos como fundamentos de suas opções de vida. Valor que os determinem como indivíduos e cidadãos do mundo e compreendam os desafios mundiais que enfrentamos e desenvolvam as capacidades necessárias para criar uma sociedade mais justa e sustentável.